Segurança do Trabalho

Modelo de Análise de Risco de Tarefa: PDF para Preencher

Publicado em — Por Stefano Barcellos

O modelo de análise de risco de tarefa PDF é um formulário utilizado para identificar perigos, avaliar os riscos e definir medidas de prevenção antes do início de uma atividade. Também conhecido em muitas empresas como ART, APR ou análise preliminar de riscos, o documento ajuda a equipe a planejar a execução do serviço de forma mais segura, deixando claro o que será feito, por quem, em qual local e sob quais condições.

Embora a nomenclatura possa variar conforme o procedimento interno da organização, a finalidade é a mesma: evitar improvisos e reduzir a exposição de trabalhadores, terceiros e patrimônio a acidentes. Uma análise bem preenchida descreve as etapas da tarefa, aponta os perigos existentes, estima o nível de risco e registra os controles necessários, como isolamento da área, uso de equipamentos de proteção, bloqueio de fontes de energia, treinamento, supervisão e permissão específica para determinadas atividades.

No Brasil, a análise de riscos integra a lógica de prevenção prevista nas Normas Regulamentadoras. A NR-1 estabelece disposições sobre o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Conforme a atividade, também podem ser aplicáveis normas específicas, como a NR-10 para eletricidade, a NR-12 para máquinas e equipamentos, a NR-18 para construção, a NR-33 para espaços confinados e a NR-35 para trabalho em altura. A ART não substitui o PGR, procedimentos operacionais, treinamentos, inspeções ou permissões de trabalho exigidas, mas funciona como um importante controle operacional no dia a dia.

Quando usar a análise de risco de tarefa

O formulário deve ser elaborado antes do início de tarefas que apresentem riscos relevantes ou que exijam planejamento específico. É especialmente útil em serviços não rotineiros, mudanças de processo, frentes novas de trabalho, manutenção corretiva, atividades executadas por contratadas e situações em que as condições do local possam alterar os riscos previstos.

  • Manutenção elétrica, mecânica, hidráulica ou industrial;
  • Trabalho em altura, com necessidade de planejamento e controles compatíveis;
  • Movimentação de cargas, içamento e operação próxima a equipamentos móveis;
  • Serviços de solda, corte, esmerilhamento e outras atividades a quente;
  • Limpeza industrial, acesso a locais restritos ou intervenções em máquinas;
  • Escavações, obras, montagem de estruturas e serviços em canteiro;
  • Atividades em espaço confinado, sempre em conjunto com a documentação aplicável;
  • Uso de produtos químicos, ferramentas especiais ou fontes de energia perigosas.

Mesmo em tarefas rotineiras, a análise deve ser revisada quando houver alteração no escopo, na equipe, no ambiente, no equipamento, no clima ou nas medidas de controle. Se for identificado um risco grave e iminente, a atividade deve ser interrompida até que a condição seja corrigida e formalmente liberada conforme os procedimentos da empresa.

Modelo completo de análise de risco de tarefa

ANÁLISE DE RISCO DE TAREFA (ART/APR)

1. IDENTIFICAÇÃO
Empresa: [NOME DA EMPRESA]
Unidade/obra/setor: [LOCAL DA ATIVIDADE]
Data: [DD/MM/AAAA]
Horário previsto de início: [HORÁRIO]
Horário previsto de término: [HORÁRIO]
Número do documento/revisão: [CÓDIGO OU NÚMERO]
Atividade a executar: [DESCREVER A TAREFA]
Ordem de serviço, contrato ou chamado: [NÚMERO, SE HOUVER]

2. EQUIPE ENVOLVIDA
Responsável pela atividade: [NOME COMPLETO E FUNÇÃO]
Supervisor/liberador: [NOME COMPLETO E FUNÇÃO]
Trabalhadores executantes: [NOMES COMPLETOS E FUNÇÕES]
Empresa contratada, se aplicável: [RAZÃO SOCIAL]
Todos estão capacitados, autorizados e aptos para a atividade? [SIM/NÃO/NÃO SE APLICA]

3. CONDIÇÕES PRÉVIAS E DOCUMENTOS NECESSÁRIOS
[ ] Área inspecionada e organizada
[ ] Isolamento e sinalização instalados
[ ] Ferramentas e equipamentos inspecionados
[ ] EPIs disponíveis, adequados e em bom estado
[ ] EPCs instalados e verificados
[ ] Condições climáticas favoráveis, quando aplicável
[ ] Permissão de Trabalho (PT) emitida, quando exigida
[ ] Bloqueio, etiquetagem e teste de energias realizados, quando aplicável
[ ] Plano de emergência e meios de comunicação definidos
Observações: [DESCREVER]

4. ANÁLISE POR ETAPA
Etapa 1: [DESCREVER A ETAPA]
Perigos identificados: [QUEDA, CHOQUE, CORTE, ESMAGAMENTO, RUÍDO, POEIRA, PRODUTO QUÍMICO ETC.]
Possíveis consequências: [DESCREVER]
Nível de risco inicial: [BAIXO/MÉDIO/ALTO/CRÍTICO]
Medidas de controle: [ELIMINAÇÃO, SUBSTITUIÇÃO, EPC, PROCEDIMENTO, SINALIZAÇÃO, EPI ETC.]
Responsável pelo controle: [NOME/FUNÇÃO]
Nível de risco residual: [BAIXO/MÉDIO/ALTO/CRÍTICO]

Etapa 2: [DESCREVER A ETAPA]
Perigos identificados: [DESCREVER]
Possíveis consequências: [DESCREVER]
Nível de risco inicial: [BAIXO/MÉDIO/ALTO/CRÍTICO]
Medidas de controle: [DESCREVER]
Responsável pelo controle: [NOME/FUNÇÃO]
Nível de risco residual: [BAIXO/MÉDIO/ALTO/CRÍTICO]

Etapa 3: [DESCREVER A ETAPA]
Perigos identificados: [DESCREVER]
Possíveis consequências: [DESCREVER]
Nível de risco inicial: [BAIXO/MÉDIO/ALTO/CRÍTICO]
Medidas de controle: [DESCREVER]
Responsável pelo controle: [NOME/FUNÇÃO]
Nível de risco residual: [BAIXO/MÉDIO/ALTO/CRÍTICO]

5. EPIs E EPCs EXIGIDOS
EPIs: [CAPACETE, ÓCULOS, LUVAS, CALÇADO, PROTETOR AURICULAR, RESPIRADOR, CINTURÃO ETC.]
EPCs: [GUARDA-CORPO, EXTINTOR, BARREIRA, EXAUSTÃO, LINHA DE VIDA, CONE, FITA ZEBRADA ETC.]

6. EMERGÊNCIA
Rota/ponto de encontro: [INFORMAR]
Contato de emergência: [NOME E TELEFONE]
Primeiros socorros/brigada: [INFORMAR]
Ação em caso de condição insegura: [INTERROMPER A ATIVIDADE, COMUNICAR AO RESPONSÁVEL E REAVALIAR A ART]

7. LIBERAÇÃO E CIÊNCIA
A atividade está liberada após a implantação dos controles? [SIM/NÃO]
Observações e restrições: [DESCREVER]
Responsável pela elaboração: [NOME, FUNÇÃO E ASSINATURA]
Supervisor/liberador: [NOME, FUNÇÃO E ASSINATURA]
Trabalhadores cientes: [NOMES E ASSINATURAS]
Data e hora da liberação: [DD/MM/AAAA – HORÁRIO]

Como preencher passo a passo

  1. Identifique a tarefa com precisão. Evite termos genéricos como “manutenção”. Prefira “substituição de motor da bomba X”, “limpeza de telhado” ou “instalação de painel elétrico no setor Y”. O escopo claro permite reconhecer riscos reais.
  2. Defina local, equipe e responsáveis. Registre todos os executantes e confirme se possuem capacitação, autorização e aptidão compatíveis. Para certas atividades, a habilitação legal, a qualificação ou a autorização formal são indispensáveis.
  3. Divida o serviço em etapas. Pense desde a chegada à área até a desmobilização: preparação, isolamento, execução, testes, limpeza e liberação. Perigos podem surgir em qualquer uma dessas fases.
  4. Liste perigos e consequências. Perigo é a fonte ou situação com potencial de causar dano; consequência é o possível resultado, como choque elétrico, queda, queimadura ou lesão por esmagamento. Seja objetivo e específico.
  5. Estabeleça controles na ordem mais eficaz. Sempre que possível, elimine o perigo ou substitua o método. Depois, priorize proteções coletivas e medidas administrativas. O EPI é essencial quando aplicável, mas não deve ser tratado como única barreira para todo risco.
  6. Avalie o risco residual e as condições de liberação. Após definir os controles, analise se é seguro iniciar. Se o risco permanecer inaceitável, ajuste o planejamento, solicite recursos ou suspenda a tarefa.
  7. Faça a conversa de segurança e colete as assinaturas. Todos devem compreender as medidas previstas antes de começar. Guarde o documento conforme o procedimento interno e revise-o sempre que houver mudança relevante.

Perguntas comuns

ART e APR são a mesma coisa?

Na prática empresarial, as siglas podem ser usadas para documentos semelhantes de análise prévia dos riscos de uma atividade. Contudo, cada organização pode ter formulário, fluxo de aprovação e critérios próprios. É importante seguir o procedimento interno e as exigências contratuais do local.

A análise de risco de tarefa substitui a Permissão de Trabalho?

Não necessariamente. A Permissão de Trabalho costuma ser exigida para atividades críticas e possui regras próprias de emissão, validade, bloqueios e liberação. Quando necessária, a ART deve complementar a PT e não substituí-la.

Quem deve assinar o documento?

Em regra, devem assinar quem elaborou ou conduziu a análise, o responsável pela liberação e os trabalhadores que participarão da tarefa. A empresa pode prever ainda assinatura do técnico de segurança, engenheiro, contratante ou fiscal, conforme o risco e o seu procedimento.

É possível usar o modelo em PDF?

Sim. Você pode copiar este modelo para um editor de texto, preencher os campos, imprimir ou exportar em PDF. Para facilitar o controle, inclua código do documento, data, revisão e arquivamento conforme as regras da empresa.

Este modelo tem caráter informativo e deve ser adaptado às características da atividade, aos procedimentos da organização e às Normas Regulamentadoras aplicáveis. Em situações de risco ou dúvida técnica, procure orientação de profissional legalmente habilitado em segurança e saúde no trabalho.

Tags: análise de risco, ART, APR, segurança do trabalho, prevenção, formulário

Sobre o autor

Stefano Barcellos

Editor e redator de documentos

Stefano Barcellos é redator especializado em documentos jurídicos, administrativos e empresariais. Há mais de dez anos elabora e revisa modelos de petições, contratos, declarações e requerimentos, sempre com foco em clareza, correção formal e utilidade prática para o leitor.

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