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Modelo de Declaração de Hipossuficiência em PDF

Publicado em — Por Stefano Barcellos

A declaração de hipossuficiência, também chamada de declaração de pobreza ou declaração de insuficiência de recursos, é o documento pelo qual uma pessoa informa não possuir condições financeiras de arcar com custas processuais, despesas judiciais e honorários advocatícios sem comprometer o próprio sustento ou o de sua família. Ela é frequentemente apresentada para solicitar a gratuidade da justiça em processos judiciais, mas também pode ser pedida por advogados, Defensorias Públicas, órgãos públicos e instituições que adotem critérios de renda ou vulnerabilidade econômica.

Quem procura um modelo de declaração de hipossuficiência pdf normalmente precisa de um texto formal, objetivo e pronto para preencher, assinar e converter em PDF. O modelo abaixo pode ser copiado para um editor de texto, como Word ou Google Docs, preenchido com os dados corretos e salvo em PDF. O conteúdo deve corresponder à realidade financeira do declarante, pois a afirmação de insuficiência de recursos pode ser contestada e exige boa-fé.

No âmbito judicial, a gratuidade da justiça é disciplinada principalmente pelos artigos 98 e 99 do Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015). Para pessoas naturais, a alegação de insuficiência feita na petição ou por declaração é presumida verdadeira, conforme o artigo 99, § 3º, do CPC. Isso não torna o benefício automático ou imune à verificação: o juiz pode solicitar esclarecimentos e documentos se houver elementos nos autos que indiquem capacidade econômica, e a parte contrária pode impugnar a concessão.

Quando usar a declaração de hipossuficiência

Este documento é indicado quando a pessoa precisa demonstrar, de maneira simples e formal, que não consegue suportar determinados custos sem prejuízo de despesas essenciais. Apesar de seu uso mais conhecido estar ligado à justiça gratuita, ele pode ter utilidade em outras situações, desde que a instituição destinatária aceite a declaração como prova ou como documento inicial de análise.

  • Processos judiciais: para requerer a gratuidade da justiça no ajuizamento de uma ação, na contestação, em recurso ou em outra fase processual.
  • Atendimento pela Defensoria Pública: quando solicitado para análise da situação econômica da pessoa interessada.
  • Pedidos administrativos: para instruir requerimentos perante órgãos públicos que prevejam isenção, redução de taxas ou atendimento condicionado à renda.
  • Solicitações em cartórios ou instituições: quando houver regra própria de isenção ou benefício baseada em insuficiência econômica.
  • Procedimentos de família, trabalho, consumo ou cíveis: sempre que a parte precise formular pedido de gratuidade da justiça, observadas as particularidades do caso.

Antes de utilizar o documento, verifique a exigência do destinatário. Alguns tribunais disponibilizam formulários próprios, e determinadas instituições podem solicitar comprovantes complementares, como comprovante de renda, extratos bancários, carteira de trabalho, declaração de imposto de renda, comprovante de benefícios sociais ou comprovantes de despesas familiares. Se houver formulário oficial, é prudente utilizá-lo junto com este modelo ou adaptar o texto às exigências apresentadas.

Modelo completo de declaração de hipossuficiência

Preencha todos os campos entre colchetes. Caso o documento seja apresentado em um processo já existente, informe o número do processo e a vara ou tribunal competente. Após revisar o conteúdo, assine de próprio punho ou com assinatura eletrônica aceita pelo destinatário e exporte o arquivo em PDF.

DECLARAÇÃO DE HIPOSSUFICIÊNCIA ECONÔMICA

Eu, [NOME COMPLETO], [NACIONALIDADE], [ESTADO CIVIL], [PROFISSÃO], portador(a) do RG nº [NÚMERO DO RG] e inscrito(a) no CPF sob o nº [NÚMERO DO CPF], residente e domiciliado(a) à [ENDEREÇO COMPLETO, COM CEP], declaro, para os devidos fins e sob as penas da lei, que não possuo condições de arcar com as custas, despesas processuais e honorários advocatícios, sem prejuízo do meu sustento e/ou do sustento de minha família.

Declaro que minha atual situação econômica é insuficiente para suportar tais despesas, razão pela qual solicito a concessão dos benefícios da gratuidade da justiça, nos termos dos artigos 98 e 99 da Lei nº 13.105/2015, Código de Processo Civil, quando aplicável.

Estou ciente de que esta declaração poderá ser submetida à verificação pelo órgão ou autoridade competente e de que devo comunicar eventual alteração relevante em minha situação financeira.

[CIDADE], [DIA] de [MÊS] de [ANO].


____________________________________________

[NOME COMPLETO DO(A) DECLARANTE]
CPF nº [NÚMERO DO CPF]

Dados do processo, se houver:
Processo nº [NÚMERO DO PROCESSO]
Órgão/vara: [NOME DA VARA, JUÍZO OU TRIBUNAL]
Parte representada, se aplicável: [NOME COMPLETO]

Como preencher e gerar o documento em PDF

  1. Informe a identificação completa. Escreva o nome exatamente como consta no CPF ou documento de identidade. Acrescente nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF e endereço completo. A identificação correta reduz o risco de dúvidas sobre quem prestou a declaração.
  2. Adapte a finalidade. Se a declaração acompanhar uma ação judicial, mantenha o pedido de gratuidade da justiça e preencha os dados do processo, caso já existam. Se for destinada a outro órgão, substitua a referência à gratuidade por uma frase adequada, como “[FINALIDADE DO PEDIDO]”, sem afirmar algo que não corresponda ao requisito exigido.
  3. Não invente informações financeiras. A declaração é baseada na condição econômica real do declarante. Não é necessário expor detalhes excessivos no texto padrão, salvo se o destinatário exigir, mas toda informação fornecida deve ser verdadeira e passível de comprovação.
  4. Revise a referência legal. Os artigos 98 e 99 do CPC são pertinentes ao pedido de justiça gratuita em processos regidos pelo Código de Processo Civil. Em processos trabalhistas, criminais ou em procedimentos administrativos, podem existir regras específicas. Se houver dúvida sobre a legislação aplicável, busque orientação profissional.
  5. Assine o documento. A assinatura pode ser física, após impressão, ou eletrônica, quando aceita pelo órgão destinatário. Em processos eletrônicos, muitas vezes a declaração é juntada pelo advogado ou pela Defensoria, conforme as regras do sistema judicial utilizado.
  6. Converta para PDF. Depois de preencher, salve uma cópia editável e use a função “Salvar como” ou “Exportar” do programa para criar o PDF. Dê ao arquivo um nome claro, como “declaracao-hipossuficiencia-[SEU-NOME].pdf”. Confira se todos os dados e a assinatura aparecem corretamente antes de enviar.
  7. Guarde comprovantes. Embora nem sempre sejam apresentados de imediato, documentos que demonstrem renda, desemprego, despesas essenciais ou composição familiar podem ser solicitados. Organize-os para eventual necessidade de comprovação.

Cuidados importantes ao apresentar a declaração

A declaração de hipossuficiência não deve ser entendida como autorização para omitir patrimônio, renda ou mudanças relevantes na situação econômica. A presunção prevista no artigo 99, § 3º, do CPC é relativa: ela pode ser afastada por prova em sentido contrário ou por elementos concretos que indiquem capacidade de pagamento. Por isso, se a pessoa tiver renda variável, despesas extraordinárias, dependentes ou outra circunstância relevante, poderá explicar esses fatos em petição separada ou anexar documentos, caso isso seja necessário para o pedido.

Também é importante distinguir a gratuidade da justiça da assistência jurídica gratuita. A primeira trata, em regra, da dispensa ou suspensão de custas e despesas previstas na lei processual. Já a assistência jurídica envolve orientação e representação jurídica, podendo ser oferecida pela Defensoria Pública a quem preencha seus critérios. Uma declaração pode auxiliar nos dois contextos, mas não substitui a análise feita pela instituição competente.

Perguntas comuns

A declaração de hipossuficiência precisa ser reconhecida em cartório?

Em regra, não há exigência geral de reconhecimento de firma para o pedido de gratuidade da justiça. O documento deve estar corretamente identificado e assinado. No entanto, um órgão administrativo ou instituição privada pode estabelecer procedimentos próprios; portanto, confirme a exigência específica antes da entrega.

Preciso apresentar comprovante de renda junto com a declaração?

Nem sempre. Para pessoa natural, o CPC prevê presunção de veracidade da alegação de insuficiência de recursos. Ainda assim, o juiz ou o destinatário pode solicitar documentos adicionais quando existirem dúvidas ou quando o regulamento do procedimento assim determinar. Anexar comprovantes pode ser útil em situações que exijam maior detalhamento.

Quem pode assinar a declaração?

A própria pessoa que afirma não ter recursos deve assinar o documento. Quando houver representante legal, como no caso de menor de idade ou pessoa legalmente representada, o representante poderá assinar, identificando sua qualidade e os dados da pessoa representada. Em processos com advogado, a forma de juntada deve seguir a estratégia e as orientações profissionais aplicáveis.

Posso usar a mesma declaração em mais de um processo?

É recomendável elaborar uma declaração atualizada para cada finalidade, especialmente quando houver número de processo e órgão destinatário específicos. A situação financeira pode mudar, e um documento recente demonstra maior cuidado e precisão.

A declaração garante a concessão da justiça gratuita?

Não. Ela fundamenta o pedido e, para pessoas naturais, produz presunção relativa de veracidade. Contudo, a decisão cabe ao juiz, que pode deferir, indeferir, solicitar comprovação ou conceder o benefício parcialmente, conforme as circunstâncias do caso e a legislação aplicável.

Este modelo tem caráter exclusivamente informativo e deve ser adaptado à situação concreta e às exigências do órgão destinatário. Ele não substitui a orientação de advogado, Defensoria Pública ou outro profissional habilitado, especialmente em caso de processo judicial ou dúvida sobre a declaração a ser prestada.

Tags: declaração, hipossuficiência, justiça gratuita, declaração de pobreza, PDF

Sobre o autor

Stefano Barcellos

Editor e redator de documentos

Stefano Barcellos é redator especializado em documentos jurídicos, administrativos e empresariais. Há mais de dez anos elabora e revisa modelos de petições, contratos, declarações e requerimentos, sempre com foco em clareza, correção formal e utilidade prática para o leitor.

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