Segurança do Trabalho

Modelo de Análise de Risco de Tarefa para Imprimir

Publicado em — Por Stefano Barcellos

A Análise de Risco de Tarefa (ART) é um documento de segurança utilizado para planejar uma atividade antes de sua execução. Por meio dela, a equipe identifica os perigos existentes em cada etapa do serviço, avalia os riscos envolvidos, estabelece medidas de controle e registra os responsáveis pela liberação e realização do trabalho. Este modelo de análise de risco de tarefa para imprimir foi preparado para ajudar empresas, gestores, profissionais de segurança e trabalhadores a organizarem essas informações de maneira objetiva.

Na prática, a ART é especialmente útil em tarefas não rotineiras, atividades com maior potencial de acidente ou serviços executados em locais, equipamentos e condições que exigem atenção adicional. Ela pode ser empregada em manutenção industrial, construção civil, movimentação de cargas, trabalho em altura, serviços elétricos, espaços confinados, limpeza técnica e muitas outras situações. O formulário deve ser adaptado à realidade da empresa, à tarefa e aos riscos efetivamente observados no local.

No Brasil, a identificação de perigos e a avaliação de riscos fazem parte do gerenciamento de riscos ocupacionais previsto na NR-01. A ART pode funcionar como uma ferramenta operacional complementar ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), às permissões de trabalho, aos procedimentos internos e às demais exigências aplicáveis. Ela não substitui documentos obrigatórios específicos quando estes forem exigidos pela legislação ou pelas normas internas.

Quando usar a análise de risco de tarefa

A análise deve ser elaborada antes do início da atividade e, de preferência, com a participação das pessoas que irão executá-la. Não é recomendável preencher o documento apenas como formalidade: a discussão prévia dos riscos é justamente o que torna a ART uma medida preventiva útil.

  • Antes de serviços não rotineiros ou que tenham sofrido alteração de método, local, equipe ou equipamento.
  • Em atividades com potencial de queda, choque elétrico, soterramento, queimadura, corte, prensamento, intoxicação ou exposição a agentes físicos, químicos e biológicos.
  • Antes de manutenções corretivas, intervenções em máquinas, içamentos e movimentações de materiais.
  • Quando houver contratação de terceiros, para alinhar os controles de segurança com a empresa contratante.
  • Após acidente, quase acidente ou identificação de uma condição perigosa, como apoio à revisão do planejamento.
  • Em conjunto com documentos específicos, como Permissão de Trabalho (PT), quando aplicável à natureza do serviço.

O responsável pela atividade deve verificar se as medidas previstas são viáveis e estão disponíveis antes de autorizar o começo do serviço. Se houver mudança relevante nas condições inicialmente avaliadas, como chuva intensa, falha de equipamento, presença de terceiros ou alteração na área, a ART deve ser revista, atualizada e comunicada à equipe.

Modelo completo de análise de risco de tarefa para imprimir

ANÁLISE DE RISCO DE TAREFA (ART)

1. IDENTIFICAÇÃO
Empresa: [NOME DA EMPRESA]
Unidade/Obra/Setor: [LOCAL OU SETOR]
Nº da ART: [NÚMERO OU CÓDIGO]
Data: [DD/MM/AAAA]   Horário de início: [HH:MM]   Previsão de término: [HH:MM]
Atividade a executar: [DESCREVA A TAREFA DE FORMA OBJETIVA]
Local exato da atividade: [INFORME O LOCAL]
Ordem de serviço/PT relacionada: [NÚMERO, SE HOUVER]

2. EQUIPE ENVOLVIDA
Responsável pela atividade: [NOME COMPLETO E FUNÇÃO]
Encarregado/Supervisor: [NOME COMPLETO E FUNÇÃO]
Profissional de segurança: [NOME COMPLETO E FUNÇÃO]
Executantes: [NOMES COMPLETOS E FUNÇÕES]
Empresa contratada, se houver: [NOME E CNPJ]

3. CONDIÇÕES PRÉVIAS E RECURSOS NECESSÁRIOS
Equipamentos e ferramentas: [LISTE OS EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS]
EPIs necessários: [LISTE OS EPIs]
EPCs e proteções coletivas: [LISTE OS EPCs]
Documentos e treinamentos verificados: [INFORME OS DOCUMENTOS, CAPACITAÇÕES E AUTORIZAÇÕES]
Condições climáticas, de acesso e da área: [DESCREVA]
Isolamento e sinalização necessários: [DESCREVA]

4. ANÁLISE POR ETAPA

Etapa da tarefaPerigos e riscos identificadosPossíveis consequênciasMedidas de controleResponsável
[ETAPA 1][PERIGOS/RISCOS][CONSEQUÊNCIAS][CONTROLES, EPIs, EPCs E PROCEDIMENTOS][NOME/FUNÇÃO]
[ETAPA 2][PERIGOS/RISCOS][CONSEQUÊNCIAS][CONTROLES, EPIs, EPCs E PROCEDIMENTOS][NOME/FUNÇÃO]
[ETAPA 3][PERIGOS/RISCOS][CONSEQUÊNCIAS][CONTROLES, EPIs, EPCs E PROCEDIMENTOS][NOME/FUNÇÃO]
[ETAPA 4][PERIGOS/RISCOS][CONSEQUÊNCIAS][CONTROLES, EPIs, EPCs E PROCEDIMENTOS][NOME/FUNÇÃO]

5. VERIFICAÇÕES ANTES DO INÍCIO
[ ] Equipe orientada sobre a tarefa e os riscos.
[ ] Ferramentas e equipamentos inspecionados e em condições de uso.
[ ] EPIs adequados, em bom estado e com uso orientado.
[ ] Área isolada, sinalizada e organizada.
[ ] Medidas de emergência e contatos definidos.
[ ] Permissões, bloqueios e liberações aplicáveis conferidos.
[ ] Condições do local compatíveis com a execução segura.

6. PROCEDIMENTO EM CASO DE EMERGÊNCIA
Interromper imediatamente a atividade, isolar a área quando necessário e comunicar: [NOME/FUNÇÃO/TELEFONE].
Primeiros socorros: [LOCAL OU RESPONSÁVEL].
Brigada, ambulância ou emergência: [CONTATO].
Ponto de encontro/rota de fuga: [INFORME].

7. LIBERAÇÃO E CIÊNCIA
Declaro que os riscos foram discutidos, as medidas de controle foram compreendidas e a atividade somente será iniciada se as condições previstas nesta ART estiverem atendidas.

Responsável pela elaboração: [NOME]   Assinatura: [ASSINATURA]   Data: [DD/MM/AAAA]
Supervisor/Encarregado: [NOME]   Assinatura: [ASSINATURA]   Data: [DD/MM/AAAA]
Trabalhadores participantes: [NOMES E ASSINATURAS]
Observações e revisões: [REGISTRE ALTERAÇÕES, SUSPENSÕES OU NOVAS MEDIDAS]

Como preencher o formulário passo a passo

  1. Identifique a atividade com precisão. Evite descrições genéricas como “manutenção”. Informe o que será feito, onde, em qual equipamento e por qual método. Por exemplo: “substituição de correia do transportador X, após bloqueio de energia”.
  2. Defina a equipe e as responsabilidades. Registre quem coordena, quem executa e quem pode interromper a atividade diante de uma condição insegura. Inclua terceirizados e visitantes envolvidos, quando houver.
  3. Divida o serviço em etapas. Analise desde a preparação do local até a limpeza e liberação final. Uma atividade complexa deve ser fracionada em ações menores, pois cada uma pode apresentar perigos distintos.
  4. Identifique perigos, não apenas acidentes. O perigo é a fonte ou situação capaz de causar dano, como parte móvel de máquina, eletricidade, piso escorregadio ou produto químico. O risco é a combinação entre a possibilidade de ocorrência e a gravidade de suas consequências.
  5. Estabeleça controles na ordem mais eficaz. Sempre que possível, elimine o perigo ou substitua o método. Depois, adote proteções coletivas, medidas administrativas, procedimentos, sinalização e, por último, EPIs. O uso de EPI é importante, mas não deve ser a única barreira quando houver controles mais efetivos disponíveis.
  6. Faça as verificações em campo. Confirme que ferramentas, EPIs, isolamento, treinamentos, bloqueios e permissões realmente estão presentes. Não assine uma ART baseada apenas em planejamento teórico.
  7. Colha a ciência da equipe e acompanhe a execução. A assinatura demonstra que as orientações foram comunicadas, mas deve ser acompanhada de diálogo de segurança. Se o cenário mudar, pare o trabalho e registre a revisão.

Perguntas comuns

A ART é obrigatória em todas as atividades?

A legislação não determina um único formulário padronizado de ART para toda e qualquer tarefa. Entretanto, a NR-01 exige o gerenciamento dos riscos ocupacionais, e diversas empresas adotam a ART como evidência prática de planejamento e comunicação dos controles. Regras específicas, contratos, procedimentos internos ou normas aplicáveis podem exigir sua emissão em determinadas atividades.

ART e Permissão de Trabalho são a mesma coisa?

Não necessariamente. A ART detalha perigos, riscos e controles da tarefa. A Permissão de Trabalho costuma ser uma autorização formal para serviços críticos, com prazo, condições de liberação e responsáveis definidos. Dependendo da atividade, os dois documentos podem ser utilizados juntos.

Quem deve assinar a análise de risco?

Em geral, assinam o elaborador, o responsável ou supervisor e os trabalhadores que participaram da orientação. A empresa pode prever também a assinatura do profissional de segurança, do contratante ou de outros responsáveis. O mais importante é que os signatários tenham conhecimento real da tarefa e das medidas previstas.

Por quanto tempo a ART deve ser guardada?

O prazo deve seguir o procedimento de gestão documental da empresa, exigências contratuais e regras aplicáveis ao setor. É recomendável mantê-la organizada junto aos registros de segurança da atividade, principalmente quando houver permissões, treinamentos, inspeções ou ocorrências relacionadas.

Este modelo tem caráter exclusivamente informativo e deve ser adaptado às condições reais de cada atividade, às normas internas e à legislação aplicável. Em caso de dúvida, conte com a orientação de profissional legalmente habilitado e do serviço de segurança e saúde no trabalho.

Tags: ART, análise de risco, segurança do trabalho, prevenção, formulário

Sobre o autor

Stefano Barcellos

Editor e redator de documentos

Stefano Barcellos é redator especializado em documentos jurídicos, administrativos e empresariais. Há mais de dez anos elabora e revisa modelos de petições, contratos, declarações e requerimentos, sempre com foco em clareza, correção formal e utilidade prática para o leitor.

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