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Modelo de Relatório de Bug PDF: Registro de Falhas

Publicado em — Por Stefano Barcellos

Um relatório de bug é o documento usado para registrar, de forma objetiva e verificável, uma falha identificada em um sistema, aplicativo, site, dispositivo ou integração. O objetivo não é apenas informar que algo “não funciona”, mas oferecer à equipe responsável todas as informações necessárias para entender o problema, reproduzi-lo, avaliar seu impacto e corrigi-lo com segurança. Este modelo de relatório de bug PDF organiza os dados essenciais para que o registro possa ser preenchido, revisado, salvo e compartilhado em formato PDF.

Em desenvolvimento de software, qualidade não depende somente de encontrar erros: depende de descrevê-los com precisão. Um relato vago, como “a tela travou”, pode exigir várias trocas de mensagens e atrasar o atendimento. Já um bom registro informa onde o erro ocorreu, qual era o comportamento esperado, qual foi o resultado observado, quais passos levam à falha e quais evidências foram coletadas. Isso torna o trabalho mais eficiente para pessoas desenvolvedoras, analistas de qualidade, suporte, gestores e fornecedores.

O relatório pode ser utilizado em ferramentas especializadas de gestão de demandas, como sistemas de tickets, ou em documento editável convertido em PDF. O PDF é especialmente útil para anexar o registro a chamados formais, auditorias, entregas de projeto, comunicados a clientes ou documentação interna, pois preserva a formatação e reduz alterações acidentais no conteúdo final.

Quando usar um relatório de bug

Use este documento sempre que houver um comportamento do produto que diverge de sua especificação, de uma regra de negócio, do fluxo esperado pelo usuário ou de requisitos de segurança e desempenho. Um bug pode aparecer como uma mensagem de erro, informação incorreta, tela sem resposta, cálculo equivocado, falha de integração, problema visual que impede o uso, lentidão anormal ou perda de dados.

  • Ao testar uma nova funcionalidade antes da publicação em produção.
  • Quando um usuário, cliente ou equipe de suporte identificar uma falha no sistema.
  • Para documentar regressões, isto é, recursos que funcionavam e deixaram de funcionar após uma atualização.
  • Ao comunicar problemas encontrados em aplicativos móveis, sites, sistemas internos ou APIs.
  • Para classificar e priorizar incidentes conforme impacto, urgência e risco operacional.
  • Quando for necessário manter histórico de correções, validações e evidências para auditoria.

É importante distinguir bug de sugestão de melhoria. Um bug representa um desvio em relação ao comportamento previsto; uma melhoria propõe um novo recurso ou uma alteração desejável, ainda que o sistema atual esteja operando como definido. Separar esses registros ajuda a equipe a definir prioridade e prazo de forma correta.

Modelo completo de relatório de bug

RELATÓRIO DE BUG

1. Identificação do registro
Número do chamado/ID: [NÚMERO OU CÓDIGO DO BUG]
Título resumido: [DESCRIÇÃO CURTA E OBJETIVA DO PROBLEMA]
Data e hora da identificação: [DD/MM/AAAA – HH:MM]
Registrado por: [NOME COMPLETO]
Área/equipe responsável pelo registro: [ÁREA, SETOR OU EMPRESA]

2. Sistema e ambiente afetados
Nome do sistema/projeto: [NOME DO SISTEMA, APLICATIVO OU SITE]
Módulo ou funcionalidade: [TELA, RECURSO, ENDPOINT OU PROCESSO]
Ambiente: [DESENVOLVIMENTO / HOMOLOGAÇÃO / PRODUÇÃO]
URL, caminho ou tela acessada: [ENDEREÇO OU LOCALIZAÇÃO]
Versão/release do sistema: [VERSÃO, BUILD OU DATA DA PUBLICAÇÃO]
Dispositivo utilizado: [COMPUTADOR, CELULAR, TABLET ETC.]
Sistema operacional e versão: [EX.: WINDOWS 11, ANDROID 14, IOS 17]
Navegador e versão, se aplicável: [EX.: CHROME 123.0]
Tipo de conexão, se relevante: [REDE CORPORATIVA, WI-FI, 4G, VPN ETC.]

3. Descrição da falha
Descrição detalhada: [EXPLIQUE O QUE ACONTECEU, EM QUAL CONTEXTO E QUAL PARTE DO SISTEMA FOI AFETADA]
Comportamento esperado: [INFORME O QUE O SISTEMA DEVERIA FAZER]
Comportamento observado: [INFORME O QUE O SISTEMA FEZ OU DEIXOU DE FAZER]
Mensagem de erro/código retornado: [COPIE A MENSAGEM EXATA OU INFORME “NÃO HOUVE”]

4. Passos para reprodução
Pré-condições: [DADOS, PERFIL DE ACESSO, CADASTRO OU CONFIGURAÇÃO NECESSÁRIA]
1. [PRIMEIRA AÇÃO EXECUTADA]
2. [SEGUNDA AÇÃO EXECUTADA]
3. [TERCEIRA AÇÃO EXECUTADA]
4. [AÇÃO QUE PROVOCA A FALHA]
Frequência de ocorrência: [SEMPRE / INTERMITENTE / OCORREU UMA VEZ]
É possível reproduzir o erro? [SIM / NÃO / PARCIALMENTE]

5. Classificação e impacto
Severidade: [BLOQUEADORA / CRÍTICA / ALTA / MÉDIA / BAIXA]
Prioridade sugerida: [URGENTE / ALTA / MÉDIA / BAIXA]
Impacto para usuários ou operação: [DESCREVA QUEM É AFETADO E QUAL A CONSEQUÊNCIA]
Há alternativa temporária? [SIM / NÃO]
Descrição da alternativa, se houver: [INFORME O PROCEDIMENTO TEMPORÁRIO]

6. Evidências e informações adicionais
Anexos disponíveis: [CAPTURAS DE TELA, VÍDEO, LOGS, ARQUIVO PDF, PLANILHA ETC.]
Referência dos anexos ou links internos: [LOCAL DE ARMAZENAMENTO OU IDENTIFICAÇÃO]
Dados de teste utilizados: [NÃO INCLUIR SENHAS, TOKENS OU DADOS PESSOAIS DESNECESSÁRIOS]
Observações adicionais: [OUTRAS INFORMAÇÕES RELEVANTES]

7. Acompanhamento da correção
Status inicial: [ABERTO / EM ANÁLISE / EM CORREÇÃO / AGUARDANDO VALIDAÇÃO / ENCERRADO]
Responsável pela análise: [NOME OU EQUIPE]
Data da correção informada: [DD/MM/AAAA]
Versão corrigida: [VERSÃO OU BUILD]
Resultado da retestagem: [APROVADO / REPROVADO / PENDENTE]
Validado por: [NOME COMPLETO]
Data de encerramento: [DD/MM/AAAA]

Como preencher o relatório passo a passo

  1. Crie um título que permita identificar a falha rapidamente. Prefira uma estrutura direta: “Erro ao finalizar pagamento com cartão no Chrome” é mais útil que “Problema no sistema”. Inclua a função afetada e, quando relevante, a condição em que o defeito ocorre.
  2. Informe o ambiente com exatidão. A mesma aplicação pode se comportar de modo diferente em desenvolvimento, homologação e produção. Registre versão, navegador, sistema operacional e dispositivo, pois esses elementos ajudam a reproduzir o cenário.
  3. Descreva um único problema por relatório. Se houver falhas independentes, abra registros separados. Isso evita que uma correção seja confundida com outra e permite acompanhar cada item até sua validação.
  4. Escreva passos reproduzíveis. Organize as ações em ordem cronológica, sem presumir conhecimento de quem vai ler. Informe pré-condições, como perfil de usuário, cadastro existente, permissões e dados de teste utilizados.
  5. Separe o resultado esperado do observado. O comportamento esperado deve se basear em requisito, regra de negócio, protótipo ou fluxo aprovado. No resultado observado, registre somente o que aconteceu de fato, sem conclusões precipitadas sobre a causa técnica.
  6. Classifique impacto e prioridade com critério. Severidade indica a gravidade do efeito da falha; prioridade indica a urgência para tratá-la. Por exemplo, um erro que impede todos os usuários de acessar o sistema tende a ser bloqueador e urgente. Um desalinhamento visual sem prejuízo funcional pode ser baixo.
  7. Anexe evidências úteis e seguras. Capturas de tela, vídeos e logs podem acelerar muito a análise. Antes de compartilhar, oculte senhas, chaves de acesso, tokens, dados bancários e informações pessoais que não sejam indispensáveis.
  8. Registre a retestagem antes de encerrar. Quando a equipe informar a correção, repita os passos originais no ambiente e na versão indicados. Atualize o documento com o resultado. Se a falha persistir ou surgir efeito colateral, descreva a nova evidência e mantenha o status apropriado.

Boas práticas para gerar o PDF

Após o preenchimento, revise datas, versões, nomes de anexos e a redação dos passos. Salve uma cópia editável para atualizações e exporte a versão compartilhada em PDF. Utilize um nome de arquivo padronizado, como BUG-[ID]-[MODULO]-[DATA].pdf. Esse padrão facilita buscas e preserva a rastreabilidade do material.

Se o relatório contiver dados pessoais, respeite os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, Lei nº 13.709/2018. Registre apenas os dados necessários para a análise do defeito, limite o acesso ao documento e, quando possível, utilize dados fictícios ou mascarados. Logs e capturas de tela podem conter informações protegidas; por isso, devem ser tratados conforme as políticas internas de segurança da informação.

Perguntas comuns

Qual é a diferença entre severidade e prioridade?

Severidade mede o tamanho do dano causado pela falha ao sistema ou ao usuário. Prioridade define a ordem e a rapidez desejada para atendimento, considerando contexto do negócio, prazos e usuários afetados. Um problema de severidade média pode receber prioridade alta se afetar uma demonstração, fechamento financeiro ou obrigação imediata.

Preciso anexar uma captura de tela em todo relatório?

Não obrigatoriamente, mas evidências visuais são recomendadas quando ajudam a demonstrar o erro. Em falhas de integração ou processamento, logs, horário exato da ocorrência, identificador da requisição e dados de teste podem ser mais relevantes do que uma imagem.

Como relatar um bug que ocorre apenas às vezes?

Indique que a ocorrência é intermitente, informe quantas tentativas foram feitas e em quantas o erro apareceu. Registre data, horário, rede utilizada, perfil de acesso e qualquer padrão percebido. Mesmo sem reprodução constante, essas informações podem revelar a causa.

Quem deve validar a correção?

Em regra, a pessoa que registrou o defeito, a equipe de qualidade ou alguém designado para testes deve validar a correção. A validação deve confirmar tanto a resolução do problema original quanto a ausência de impactos evidentes no fluxo relacionado.

Este modelo tem caráter informativo e pode ser adaptado às políticas, ferramentas, contratos e processos internos de cada organização. Em casos que envolvam incidentes de segurança, dados pessoais ou obrigações regulatórias, recomenda-se a avaliação das áreas técnicas, de segurança e jurídica responsáveis.

Tags: relatório de bug, QA, teste de software, desenvolvimento, TI

Sobre o autor

Stefano Barcellos

Editor e redator de documentos

Stefano Barcellos é redator especializado em documentos jurídicos, administrativos e empresariais. Há mais de dez anos elabora e revisa modelos de petições, contratos, declarações e requerimentos, sempre com foco em clareza, correção formal e utilidade prática para o leitor.

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